São Francisco de Paula inaugura espaço cultural inédito nos Campos de Cima da Serra

 

São Francisco de Paula inaugura espaço cultural inédito nos Campos de Cima da Serra

 

Após 5 anos em Porto Alegre, @abertoespacocultural abre as portas em São Chico no dia 1º de julho com obras de Ricardo Giuliani e gestão cultural de Marla Trevisan

 

Nem só de turismo, gastronomia, lazer e natureza vive São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra. A partir do dia 1º de julho a cidade incluirá no seu rol de atividades um espaço cultural inédito na região, dedicado à arte e à promoção de obras do artista Ricardo Giuliani e gestão cultural de Marla Trevisan.

 

“O Aberto se constituiu, nestes mais de 5 anos de história, em um espaço de pluralidade e de convivência cultural de todas as tribos. São Chico é uma cidade que está construindo esta identidade, com um turismo voltado à cultura, à valorização do que é local, da sua história e de sua natureza ímpar. A gente espera, nesta nova casa, trazer à cidade nossa marca: arte e cultura acessíveis a todos os públicos”, afirmou Marla.

 

Para o momento inicial da mostra, o artista, também conhecido nacionalmente por sua trajetória no mundo do direito, na advocacia, na consultoria e no magistério superior, apresenta um belo ensaio visual com mais de 200 imagens produzidas ao longo dos últimos anos. Fazem parte da exibição pinturas e desenhos icônicos das mostras Um Gaúcho e TransAparente.

 

O primeiro ganhou palco ainda em 2018 no MARGS – seis anos após Giuliani decidir se enveredar para os campos da arte – e apresenta uma série de pinturas e desenhos sobre história, folclore e arte do cotidiano do sul-rio-grandense. Já a segunda propõe uma reflexão sobre a sociedade, a política, a economia e a mídia que nos cerca, gravitando também em cenas do cotidiano ou ainda as andanças do artista percorrendo universos alheios ou pessoais e que são geralmente ilustrados por seus personagens: ciclistas, palhaços, personas emblemáticas que agem de modo a provocar no observador o estranhamento sobre a vida vivida.

 

As obras de arte expostas no Aberto estarão à venda a preços que cabem em todos os bolsos. A ideia, explica a gestora cultural do espaço, é permitir a entrada simultânea de no máximo seis pessoas, garantindo conforto e segurança sanitária a todos os frequentadores. Num segundo momento, também será possível encontrar obras de outros artistas e designers, que serão convidados periodicamente, de forma a trazer para São Chico um pequeno recorte da produção artística de parceiros brasileiros e estrangeiros.

 

Pluralidade

Outra característica do Aberto é ter consigo o escritório de advocacia do casal. Ali, no segundo andar, em meio a outras inúmeras obras, Marla e Ricardo seguirão com suas atividades profissionais, o único meio que tem hoje para financiar e sustentar o espaço cultural democrático e qualificado sem qualquer interferência de verba pública.

“A arte, para nós, deve ser libertadora e inclusiva. Somos um espaço público não estatal e pretendemos mostrar e oportunizar a criação artística vinda de todas as vertentes e procedências. A prática concreta do intercâmbio, da troca e da universalização do pensamento é o que poderá ser visto no Aberto”, completou Giuliani.

O Aberto Espaço Cultural passa agora a existir em São Chico para ser visitado, convivido e usado. O local tem mais de 100 m², divididos em dois pavimentos. Haverá um pequeno bar com bebidas como, café, espumantes, licores e vinho, além de petiscos locais. Até então a cidade e a região eram carentes de espaços dessa natureza e o prédio deve abrigar diversas atividades artísticas e culturais. Para o futuro, a meta é dar continuidade às práticas de pluralidade e convívio democrático entre todas as tribos que constroem o nosso mundo cultural.

 

Porque ABERTO

Surgiu de uma brincadeira, conta Marla. Era para ser só uma plaquinha na porta, desenhada pelo próprio Ricardo para o antigo Estúdio de Criação, então localizado em Porto Alegre, já que eles não queriam nenhuma das convencionais que se compra em papelaria. Acabou se tornando uma grande história do Espaço Cultural, tão plural quanto o seu nome: virou marca oficial!

 

 

Mais informações sobre o casal

Ricardo Giuliani (Quaraí/RS, 1963), artista visual, escritor e advogado; mestre e doutor em direito. Realizou diversas exposições individuais, dentre as mais marcantes Um Gaúcho, curadoria de José Francisco Alves, MARGS/RS, 2018, TransAparente, curadoria de Ana Zavadil, exposição que itinerou por diversos espaços dentre os quais o Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul, 2018 e Centro Cultural da Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Brasília/DF, em 2017, ambas selecionado por edital público.

Participou de inúmeras exposições coletivas, as quais mais se destaca A Fonte 100 anos, MACRS/RS, 2017, Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Czech Centre Prague, Praga, República Checa, 2017, Paisagem (In) Certa, Centro de Exposiciones Subte, Montevidéu, Uruguai, 2016, XIV Salão Latino Americano de Artes Plásticas de Santa Maria/RS, 2016, Festival Paratíssima, recorte da I Bienal C, Associação Chico Lisboa, Lisboa, Portugal 2016, O Cânone Pobre – uma arqueologia da precariedade na arte, MARGS/RS, 2014. Com obras em diversas publicações no Brasil e no exterior e em acervos públicos no MARGS/RS, MACRS/RS e MARCO/MS e outras instituições.

Com seis livros publicados, no ano de 2012 foi indicado ao prêmio Açorianos na categoria crônica pelo livro Nas Coxias do Poder. Em 2015, recebeu o Prêmio Luiz Menezes, como reconhecimento pelo seu destaque cultural à cidade de Quaraí/RS.

 

Marla Trevisan (Triunfo, 1986), advogada formada pela Unisinos/RS, atuante no Direito das Famílias e no assessoramento à artistas visuais em questões de Direito Autoral e questões jurídicas ligadas à arte, tema sobre o qual ministrou cursos e palestras em diversas instituições como Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS, Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, entre outras. Com formação em andamento em Gestão Cultural pelo Senac/SP, é a gestora responsável pelo Aberto desde 2015, estando na direção geral de todas as exposições e atividades culturais realizadas pelo espaço.

 

SERVIÇO
Lançamento do Aberto Espaço Cultural
A partir do dia 1 de julho
Sexta, Sábado e Domingo, das 10h às 19h
Endereço: Rua Assis Brasil 236, Centro. São Francisco de Paula
Informações: abertoartes@gmail.com
Fone: (51) 99930.1911

 

Crédito das fotos: ©Tati Feldens

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