Marketing de Vinhos

Já sabemos que marketing é um jogo. Isso mesmo, um jogo de ensinar alguém a se lembrar de algum produto ou serviço. Aquele que jogar melhor ganha, pois entendeu a preferência de seu consumidor. No mundo dos vinhos é exatamente assim. Fazer vinhos não é nada fácil. Vendê-los então, nem se fala!

Produtores e enólogos podem elaborar vinhos de acordo com um planejamento de mercado e foco em determinado nicho ou simplesmente acreditar estar fazendo isso e terminar com um produto sendo precificado de acordo com a demanda. Deu para entender esta última frase? Irei explicar.

Produto mal planejado acaba sendo triturado pelo mercado em termos de margens. Não existe sucesso com atalhos no mundo do marketing de vinhos nos dias de hoje. Equipes inteiras precisam entender de logística, distribuição, gastronomia, internet, redes sociais, pandemia, mercado, canais de venda, design, preferências e principalmente de comunicação.

Tais equipes precisam estar 100% conectadas com a equipe de produção. Devem ter nos agrônomos e enólogos seus melhores amigos. Precisam entender de troca de estações, tipos de uvas, potencial de cada ano e de cada uvinha. Se duvidar saber até mesmo o nome de cada videira plantada. Em resumo, marketeiros de plantão visitem suas plantações e invistam tempo em entender como será a produção do próximo ano e por consequência a próxima safra a ser lançada no mercado. 

Considerando que marketing é considerado por muitos o elo principal de ligação entre o comprador e o produtor sugiro também estudar a competição envolvida e suas opções de vinhos e de marketing. Isso mesmo, de olho no vizinho. Tentar entender caminhos, escolhas e acompanhar tendências. Tudo muito complexo em termos de construção e resultados, mas quando funciona é muito gratificante.

Escolhi para minha coluna um vinho tinto que acaba de ser lançado aqui mesmo no RS. Ele se chama Camilo 1 e foi criado em homenagem a Camilo Mercio pela Estância Paraizo de Bagé. Ele foi o pioneiro desta família de origem açoriana a desbravar os campos neutrais em disputa entre Portugal e Espanha que hoje é a atual fronteira do Brasil com o Uruguai. O lindo rótulo faz a relação entre o primeiro personagem da família na região da Campanha Gaúcha com um vinhedo de Casta Syrah que foi plantado no ano de 2000 pela família com mudas vindas da África do Sul.

Estamos falando de uma produção com 1.000 garrafas e todas elas numeradas. Um vinho tinto, de cor leve e complexo em aromas e sabor de frutas maduras ao verdadeiro estilo do Rhône na França. Harmoniza com cordeiro e grelhados em geral. Uma verdadeira delícia que pode ser encontrada enquanto durar o estoque.

Marketing bom começa no vinhedo.

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