Exposição fotográfica “PANTANAL BELEZA AMEAÇADA”

 

Exposição fotográfica “PANTANAL BELEZA AMEAÇADA”

 

“Pantanal, beleza ameaçada” é uma declaração de amor e um manifesto de Daisson Flach e Douglas Fischer.

 

A exposição “Pantanal, a beleza ameaçada” nasce de uma grande e longa e amizade, construída a partir de muitas afinidades, entre elas a fotografia. Em 2018, decidimos que era o momento de realizar uma viagem com o objetivo específico de fotografar vida natural. O destino escolhido foi o Pantanal mato-grossense, maior planície alagável do mundo, com uma biodiversidade riquíssima, que se espalha pelos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, adentrando também território paraguaio e boliviano.

 

A primeira expedição, em 2018, levou-nos ao Parque Estadual do Encontro das Águas, em Porto Jofre, ponto final da Transpantaneira, estrada-parque que inicia em Poconé, no Mato Grosso. Logo ao cruzar o portal da Transpantaneira, um grande e preguiçoso jacaré e um sobrevoo de araras azuis anunciou a força e a diversidade daquele maravilhoso, raro e frágil bioma brasileiro

 

Em uma curta expedição de quatro dias, fizemos cerca de doze avistamentos de onças em ambiente natural. Deslizando de voadeira pelas águas do rio Piquiri e seus corixos, encontramos vida, vida e mais vida, com seus contrastes, seus tantos cantos e sons. Tudo ali, simplesmente existindo diante de fotógrafos extasiados. Não há como falar do Pantanal sem hipérboles, sem os clichês que acompanham o vislumbre de uma beleza que parece tão irreal, onírica.

 

Voltando para casa, com milhares de imagens feitas e outras milhares na memória, tínhamos a certeza de que fora apenas a primeira visita nossa. E foi.

 

No setembro seguinte, partimos para a nossa segunda incursão pelo pantanal. Entramos pelo Mato Grasso do Sul, explorando a região do Pantanal de Corumbá, mais especificamente as regiões do Passo do Lontra e Nhecolândia, andando pela Estrada-parque do Pantanal, na área banhada por águas do Rio Miranda.

 

Dessa vez, fomos recebidos na entrada da estrada por um sobrevoo de colhereiros, com seus inconfundíveis bicos e plumagem rósea.

 

Toda a beleza e a potência da natureza pantaneira estava novamente lá, mas havia um outro componente, tangível, perigoso, desolador: a fumaça nublava o céu pantaneiro, o azul se diluía em cinzas. Na estrada, podíamos ver as queimadas nas fazendas, gaviões e aves de rapina em grande atividade, um estranho halo em torno do sol. Mais de uma vez a fumaça envolveu toda a paisagem. À noite, o noticiário trazia tristes notícias do fogo que vinha queimando extensas áreas, inclusive no parque que visitáramos um ano antes. O fogo quando chega, queima tudo: a onça, o cervo, o gavião, a garça-moura, o macaco, o lobito, o tuiuiú, o cardeal, a capivara, a sucuri, o pato, a biguatinhga, o tamanduá. A beleza tenta fugir e, aprisionada, sucumbe. Os que escapam, começam de novo, esperançosos na chuva que há de encher o Pantanal novamente e trazer esperança para tudo o que vem. Como milagre, a beleza rebrota, resiliente, o ar vai ganhando cores, mas as cicatrizes ficam.

 

Essa exposição, realiza o sonho de soltar os bichos na urbe, ocupar a cidade com a beleza ameaçada, trazer aos olhos o que lá existe e precisa de cuidado. É o vislumbre de um Brasil de antes do Brasil, uma conexão íntima com a natureza pujante que persiste e grita.

 

Com a sensível curadoria de Marcos Monteiro, a exposição é aberta, gratuita, democrática, livre e solidária. No coração de Porto Alegre, em um dos mais icônicos espaços públicos, o viaduto da Otávio Rocha, um convite ao olhar à sensibilidade e à urgente reflexão sobre o futuro dos biomas brasileiros e sobre a responsabilidade que temos em sua preservação.

 

Os valores das vendas de fotos da exposição Pantanal, serão integralmente repassados a instituição Banco de Alimentos.

 

Mini bio:
Douglas fischer, procurador regional da república, professor e fotógrafo, com ênfase em natureza e urbano.

 

Daisson Flach: Advogado, professor universitário, tem como temas fotográficos prediletos natureza e música. Realiza sua exposição de estreia.

 

Galeria Escadaria – Inaugurada em março de 2021, se diferencia por ser a única galeria de arte a céu aberto no estado, localizada no quase centenário viaduto Otávio Rocha no Centro Histórico de Porto Alegre, apresentando exposições o ano todo.

 

SERVIÇO:
Exposição: Pantanal, beleza ameaçada
Fotógrafos: Daisson Flack e Douglas
Curadoria: Marcos Monteiro
Galeria Escadaria – Viaduto Otávio Rocha, escadaria Verão- P.Alegre
De 01 de junho a 27 de julho de 2021
Aberto 24 horas

 

 

Compartilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn