Sobre o Evento

A quinta edição dos Saraus Bell’Anima convida o compositor e violonista carioca Guinga para uma apresentação inédita no dia 17 de outubro, sábado, às 19h. Para este encontro especial, o compositor, arranjador e violinista gaúcho Vagner Cunha, idealizador do projeto, trouxe uma nova abordagem para as músicas do ícone da Música Popular Brasileira, que em 2020 completou 70 anos. O evento on-line ainda terá participação especial de Jorginho do Trompete, outro grande instrumentista no cenário musical nacional. O público poderá acompanhar a transmissão gratuitamente pelo canal da Bell’Anima Produções no YouTube (www.youtube.com/c/BellAnimaProduções), e ainda interagir virtualmente com os artistas.

 

O diálogo musical terá a voz e o violão de Guinga e o violino de Cunha interpretando um repertório especial, que transcende os tradicionais arranjos do músico carioca. Integram o programa Via Crucis, Senhorinha e Constance, músicas gravadas em parceria dos dois no disco Vagner Cunha convida Guinga, lançado em 2016; além de pérolas da obra autoral de Guinga, como Casa de Villa, Choro pro Zé, Canção Necessária e O Silêncio de Iara.

 

O projeto Saraus Bell’Anima tem promovido uma série de concertos mensais e intimistas, realizados na sede da produtora musical Bell’Anima, em São João do Polêsine, no Rio Grande do Sul. Para acompanhar a experiência, cada edição incorpora, ainda, outras formas de expressão artística, com artes gráficas que são criações inéditas do artista plástico Fabio Zimbres, além de uma exposição fotográfica por edição, os Saraus Visuais, com obras do fotógrafo Gilberto Perin. A iniciativa já recebeu grandes representantes da música popular, como Bebê Kramer, Paulinho Fagundes, Ernesto Fagundes e Luciano Maia, e também da música erudita nacional e internacional, como Carla Maffioletti, Flávio Leite e Ney Fialkow. As apresentações anteriores estão disponíveis no canal do YouTube da Bell’Anima.

 

Guinga
Guinga (Carlos Althier de Souza Lemos Escobar), é carioca da zona norte do Rio de Janeiro – o bairro de Madureira –, onde nasceu em 1950. Foi por cinco anos aluno de violão clássico de Jodacil Damasceno. Começou a compor aos 16 anos. Considerado pela crítica internacional como o maior e mais importante compositor brasileiro da atualidade, começou a trabalhar profissionalmente com Alaíde Costa, Cartola e João Nogueira. Sua obra foi gravada por nomes como Elis Regina, Michel Legrand, Sérgio Mendes, Leila Pinheiro e Chico Buarque. Suas composições são parcerias com Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Chico Buarque, Nei Lopes, Sérgio Natureza, Nelson Motta, Simone Guimarães, Thiago Amud, entre outros. Tem uma dezena de CDs gravados e já foi reverenciado pela crítica e pelos colegas, “um cara como esse só aparece a cada cem anos”, como bem cita Hermeto Pascoal, outra lenda viva. Em 2002, Guinga teve biografia escrita pelo jornalista Mário Marques (Guinga, os mais belos acordes do subúrbio, Ed. Gryphus). Em 2003, teve lançado seu songbook (A música de Guinga, Ed. Gryphus). Seu disco Rasgando Seda, em parceria com o Quinteto Villa-Lobos, lançado pelo Selo SESC-SP em 2012, foi indicado ao Grammy na categoria Melhor Disco Instrumental do Ano-2012.

 

Vagner Cunha
Sem deixar de usar do melhor de sua formação clássica, o compositor Vagner Cunha transita em diversos gêneros e sonoridades para trazer à sua música originalidade e identidade. Nos últimos quatro anos, sua intensa produção integra seis discos e uma ópera, além de diversos trabalhos paralelos como arranjador e violinista. Suas composições têm sido estreadas por diversas orquestras e grupos de câmara brasileiros, com destaque para o Concerto para Violino Nº1, Concerto para Viola, Concerto para Violão de 7 cordas, o Concerto para Piano e Orquestra Sinfônica, Ballet Mahavidyas e Aleph. Sua obra autoral está nos discos Mahavidyas (2008), Além (2012), Variações São Petersburgo (2016), Vagner Cunha convida Guinga (2017), Los Orientales (2017), Yamandu Costa interpreta Concerto para Violão de 7 cordas e orquestra (2018), além de dois discos dedicados a poemas de Antonio Meneghetti, interpretados pela Camerata Ontoarte e Carla Maffioletti (2015 e 2017). Recebeu sete vezes o Prêmio Açorianos e, em 2011, o Prêmio FUNARTE de Composição. Atualmente é diretor musical da Camerata Ontorte Recanto Maestro - para a qual compõe regularmente em diversas formações camerísticas. Em 2018, dedicou-se à composição de O Quatrilho, sua primeira ópera, estreada com sucesso no Brasil. Suas mais atuais obras, Concerto para Oboé e Concerto para Acordeon e Orquestra, dedicado ao acordeonista Bebê Kramer, tem suas estreias marcadas para o segundo semestre de 2020. Nas palavras do crítico Juarez Fonseca, “Vagner é um desses artistas raros; gênio. Nos anos 2000, são extensas e sólidas as contribuições dele para a música brasileira, erudita e popular, como compositor, arranjador e violinista. Unindo os três ‘quesitos’, ninguém chegou tão alto em qualificada efetividade.”

 

Jorginho do Trompete
Um dos maiores instrumentistas brasileiros, Jorge Alberto de Paula, mais conhecido como Jorginho do Trompete, teve seu primeiro contato com o instrumento aos nove anos, na banda do colégio e, aos 14, já tocava profissionalmente em bares e casas noturnas de Porto Alegre. Aperfeiçoou seus estudos na Escola da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e seguiu sua trajetória sempre estudando música e tocando com os melhores instrumentistas brasileiros, como Márcio Montarroyos, Paulinho Trompete, Raul Mascarenhas, Walmir Gil, Proveta, Paulo Moura, Raul de Souza, Renato Borghetti, Mauro Senize, Lula Galvão, Guinha Ramires, Bebê Kramer, Paulo Sérgio Santos, Guinga, entre outros. Como convidado especial, fez turnês nacionais e internacionais com o compositor e violonista Guinga, gravando um disco ao lado do artista na Itália, em contribuição com o cultuado clarinetista italiano Gabriele Mirabassi. Além de circular o Brasil com a Cia Paulista e com diversos artistas consagrados no cenário musical nacional, Jorginho marcou presença em diversos festivais de Jazz e MPB ao longo da longa carreira. É músico profissional da Banda Municipal de Porto Alegre desde 1999, ano em que gravou seu primeiro CD autoral de música instrumental. No Programa do Jô, foi integrante convidado do Sexteto do Jô e como solista, em 2005. Nestes 45 anos de carreira, atuou como músico de bandas de samba, swing e samba rock, tendo a oportunidade de acompanhar nomes como Branca di Neve, Bebeto, Dhema, Reinaldo e tantos outros.

 

Sobre a Bell’Anima
Desde sua criação em 2015, a parceria entre o músico Vagner Cunha e o empresário Claudio Carrara já resultou em 20 produções inéditas que receberam registro em CDs e DVDs, sendo as cinco últimas reunidas em uma coletânea, lançada no final de 2018: Bell’Anima Vol. I. A intensa produção é resultado da força de um trabalho que preza pela qualidade e o ineditismo, sempre conduzidos pelo primor estético. Através de uma programação cultural ativa que produz e incentiva projetos e artistas de real valor expressivo e estético, a Bell’Anima visa resgatar a beleza do ser humano através da música, envolvendo o público em experiências e imersões artísticas que estimulam o desenvolvimento individual e coletivo. Seus projetos promovem a educação musical e a formação de público através de concertos, saraus e encontros musicais didáticos, além de incentivar a educação musical de base com o Projeto Orquestra Jovem Recanto Maestro, iniciativa de caráter social e pedagógico que leva o ensino de música a crianças e jovens da quarta colônia de imigração italiana, no sul do país. Entre suas produções, destacam-se a ópera O Quatrilho, Concerto para Violão de Sete Cordas e Orquestra e Metaphisica Sinfonia Coral, além do projeto mensal Saraus Bell’Anima.

Foto: Divulgação Bell'Anima

 

SERVIÇO – PROGRAMAÇÃO ON-LINE – MÚSICA
Saraus Bell’Anima Ed.#05 | Vagner Cunha convida Guinga, com participação de Jorginho do Trompete
Dia 17 de outubro, sábado, às 19h
Gratuito, com transmissão ao vivo pelo canal da Bell’Anima Produções no YouTube, clique aqui para assistir.

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