Carlos Badia prepara o lançamento de VOO, seu terceiro disco autoral

 

Carlos Badia prepara o lançamento de VOO, seu terceiro disco autoral

O álbum instrumental, previsto para o segundo semestre deste ano, foi o ponto de partida para um projeto sociocultural que une música, educação, cinema, criatividade, design e poesia, envolvendo mais de 25 profissionais da área da cultura e 50 alunos da rede pública

 

O músico, compositor, escritor, produtor e ativador cultural Carlos Badia prepara o lançamento  do seu terceiro disco, VOO, previsto para o segundo semestre deste ano. O álbum instrumental reúne dez faixas autorais e mostra uma novidade na trajetória do artista, que apresenta, pela primeira vez em estúdio, o seu trabalho com a guitarra semiacústica.

 

Entre milongas e chacarera, o novo CD apresenta uma sonoridade platina, misturando linguagens estéticas e musicais do sul do Brasil com ritmos de outras regiões da América Latina, principalmente do Uruguai e da Argentina. Diferente dos dois álbuns anteriores do músico, ZEROS (2015) e 0+2 (2018), que traziam uma brasilidade mais comum, unindo sambas, bossas, baião e maracatu, VOO escancara essa brasilidade pouco falada do Cone Sul de uma forma complexa e muito criativa.

 

Além de tocar guitarra, Badia também assume os arranjos, a produção musical, as programações, percussão e o violão nesse novo álbum, ao lado de uma banda formada por Rodolfo Stroeter no baixo, Fábio Torres no piano e Ricardo Arenhaldt na bateria. O disco ainda conta com a participação especial de músicos excepcionais como Gabriel Grossi (gaita de boca), Daniel D’Alcantara (trompete e flugelhorn), Daniel Zanotelli (flautas), Sady Homrich (derbake), e Rick Smit Rafuagi, que participa de uma faixa atípica do CD, a única que não é totalmente instrumental, que ganhou rimas de rap, em uma mistura de hip hop com jazz.

 

Projeto sociocultural envolve alunos da rede pública no lançamento

O CD, que está em fase de finalização, foi o ponto de partida para o projeto InterLinguagens a partir da Música – Artes Integradas em Rede, que está realizado com recursos da Lei Aldir Blanc. A iniciativa uniu cerca de 25 profissionais das áreas da música, educação, cinema, criatividade, design e poesia com 50 alunos de escolas públicas do Rio Grande do Sul na criação do projeto gráfico, os clipes e demais elementos que envolvem a produção e lançamento do disco.

 

Ao todo, serão 11 videoaulas ministradas virtualmente para alunos da Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel, de Erechim; do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que opera a Orquestra Sinfônica Getúliense, em Getúlio Vargas; e do Centro de Referência de Assistência Social vinculado à Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom João Becker, em Ipiranga do Sul.

 

Os encontros incluem uma oficina de design com o artista visual Leo Lage, que capacitará os alunos a partir da sua experiência com a produção de cartazes para filmes, capas de discos e livros, além de diversos outros trabalhos; e um workshop sobre cinema com a equipe do projeto Câmera Causa, liderada pelo cineasta e professor Gustavo Spolidoro, que auxiliará os alunos na produção de clipes para uma ou mais faixas do disco.

 

Haverá ainda uma série de lives gratuitas e abertas ao público ministradas por Carlos Badia, que trará sua experiência de atuação em diversas áreas culturais e na curadoria e produção de grandes festivais, como o Poa Jazz Festival, para falar sobre quatro temas: criatividade e composição, poesia e estética artística, produção musical e produção cultural. As datas dos eventos virtuais serão divulgadas em breve.

 

O projeto InterLinguagens a partir da Música – Artes Integradas em Rede está sendo executado através do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.  O edital é uma produção da MS Produções e o disco tem produção da Experimentais Cria|Cultura.

 

Mais sobre Carlos Badia
Carlos Badia tem atuado na cena cultural do país desde o final dos anos 80. Por muito tempo, trabalhou em estúdios fazendo trilhas para publicidade, teatro, cinema e animação, mas nunca deixou de compor. Foi um dos fundadores do grupo de jazz Delicatessen, em 2006, conjunto que trouxe reconhecimento nacional e internacional ao trabalho musical de Badia, além de dois Prêmios da Música Brasileira. Após sair da banda, em 2012,  passou a se dedicar mais a sua carreira solo, e hoje conta com os já lançados ZEROS e 0+2, destaques entre críticos musicais de todo o país.

É idealizador, curador e um dos realizadores do Poa Jazz Festival, eleito o melhor festival de música de 2017 e 2019 pelo Prêmio Profissionais da Música, e, segundo o musicólogo e jornalista Zuza Homem de Mello, um dos melhores festivais de jazz do Brasil. Na área literária, lançou em 2016 seu primeiro livro Recortes On-Off Line, que mistura ficção, crônicas e alguma poesia; e, em 2017, Sílabas Ciladas, livro que apresenta sua produção poética. Também atua como curador de diversos eventos culturais, da música às artes plásticas, tanto em projetos próprios como em iniciativas encomendadas por empresas e governos. Além do Poa Jazz, criou o Bento Jazz & Wine Festival, que teve sua primeira edição online em dezembro de 2020, além de outros festivais que estão em planejamento.

 

Crédito da foto: Agência Conecta

Compartilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn