Campanha “Menos dor, mais amor”, com mobilização de recursos para Centro de Referência de Atendimento Infanto Juvenil, supera as expectativas e dará início às reformas ainda em janeiro

 

Campanha “Menos dor, mais amor”, com mobilização de recursos para Centro de Referência de Atendimento Infanto Juvenil, supera as expectativas e dará início às reformas ainda em janeiro

 

A Campanha de Natal que teve início nas últimas semanas de2020 com o objetivo de mobilizar recursos para o Centro de Referência de Atendimento Infanto Juvenil (CRAI), serviço que atende crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, localizado no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), superou as expectativas. Intitulada de “Menos dor, mais amor”, a iniciativa criada pela AHMI, Associação dos Amigos do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, que realiza ações e projetos em prol do hospital e seus atendidos, tinha como meta arrecadar um total R$ 100.000,00 e alcançou R$117.800,00 em pouco mais de 15 dias, através de 33 pessoas físicas doadoras e da Andora Construções.

Com o valor das doações, o projeto dará início à execução do projeto arquitetônico; compra de materiais, móveis, equipamentos, brinquedos, casas de boneca, jogos lúdicos, livros e demais itens necessários listados pela equipe multidisciplinar; e organização das ações necessárias para a qualificação dos ambientes do CRAI.

No momento, o comitê da AHMI está realizando os orçamentos finais para a primeira etapa da reforma, que iniciará ainda em janeiro e tem previsão de entrega no prazo de 40 dias. A campanha segue disponível para quem tiver interesse em colaborar para as futuras ações do CRAI.

 

A Presidente da AHMI, Deise Maria Ramos Cunha, juntamente com as integrantes do comitê, Fernanda Etchepare, Flavia Alvarez e Silvana Rodrigues, conseguiram o apoio da arquiteta Carolina Rocca e da estudante de arquitetura Alessa Arias, para a elaboração e execução do projeto.

 

O CRAI:

O CRAI (Centro de Referência de Atendimento Infanto Juvenil) completará 20 anos em 2021 e, atualmente, os espaços para atendimento das vítimas estão desgastados pelo tempo, precisando de melhorias, de móveis novos e mais adequados às necessidades do cotidiano, equipamentos para exames, jogos lúdicos, brinquedos, livros infantis, ou seja, precisa ser transformado em um espaço mais confortável, aprazível e seguro.

“Os brinquedos e os outros materiais serão utilizados na avaliação psicológica como forma de esclarecer a situação de abuso através do desenho e das brincadeiras. São essenciais para proporcionar conforto e alegria em um momento de tristeza e angústia”, explica a diretora do CRAI, Dra. Maria de Fátima Géa.

De acordo com dados publicados em 18 de maio de 2020 pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, dos 159 mil registros feitos pelo Disque Direitos Humanos ao longo de 2019, 86,8 mil são de violações de direitos de crianças ou adolescentes, um aumento de quase 14% em relação a 2018.

O serviço CRAI realiza atendimento integral a vitima da violência sexual através da escuta especializada da vítima por psicólogo e assistente Social; atendimento médico por pediatra e ginecologista; fornecimento de medicação para profilaxia de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), em até 72h; registro de ocorrência policial; perícias médico-legais pelo DML (físicas e psíquicas); aborto, quando legalmente permitido, com coleta de DNA; encaminhamento da vítima para rede de saúde, assistência social e Conselho Tutelar.

Doações para a campanha “Menos dor, mais amor”:

A sociedade civil ainda pode participar da campanha de Natal promovida pela AHMI, sensibilizando-se com a causa desse projeto e doando recursos para alcançar os objetivos mencionados acima. As contribuições podem ser efetuadas pelo site da AHMI: www.ahmi.org.br ou através de depósito na conta da associação:

Banco do Brasil

Agência 1249-1

Conta corrente 67692-6

CNPJ 08.618.600/0001-20

 

Sobre a AHMI:

A Associação dos Amigos do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (AHMI) é uma entidade jurídica de direito privado, sem vínculo político, partidário ou fins lucrativos, totalmente voltada ao voluntariado. Fundada em 2006, é formada por pessoas que têm em comum o carinho pelo hospital e a atenção aos pacientes que o utilizam. A AHMI busca ajudar na manutenção dos serviços de saúde prestados às crianças, adolescentes e mulheres do município de Porto Alegre, da região metropolitana e de outras cidades do Rio Grande do Sul.

 

Sobre o comitê da AHMI:

Deise Maria Ramos Cunha é presidente da AHMI desde 2018, mas atua na iniciativa como voluntária desde 2012. É socióloga, professora de ensino médio e superior e foi servidora municipal por 36 anos, está aposentada desde 2018. Possui MBA em Gestão Empresarial com foco em Gestão de Pessoas, é também especialista em metodologia do ensino superior, especialista em metodologias ativas e mediadora de conflitos na Defensoria Pública.

Eduarda Perez Duarte é executiva da AHMI. Formada em administração de empresas, trabalhou nos últimos oito anos na área de RH em empresas privadas de Porto Alegre.

Flavia Alvarez é administradora de empresas e pós–graduada em marketing; se apaixonou pelo projeto social AHMI Bebê, acreditando no potencial de transformação que ele possui. Ela leva consigo a frase “mudando o começo de uma história, mudamos a história toda”, referindo-se aos primeiros 1.000 dias de vida de uma criança, importantes para a saúde dos futuros adultos.

Fernanda Etchepare é economista e pós-graduada em Consultoria de Gestão. Foi empresária no segmento de alimentação por 20 anos e hoje atua com consultoria própria para o desenvolvimento do terceiro setor, assessorando investidores sociais e organizações sociais civis para conectar seus interesses na área de responsabilidade social. Com o voluntariado sempre presente desde sua adolescência, espera que mais pessoas venham a se engajar e entender que não são somente com recursos financeiros que as pessoas podem colaborar, que dedicar sua expertise em algumas áreas de gestão pode ser mais valioso, pois pode alavancar todo o desempenho da organização. Para Fernanda, o papel das organizações da sociedade civil deve ser valorizado na sociedade, pois trabalham para aumentar a eficiência das políticas públicas e inovar nas soluções, trazendo melhores resultados e, geralmente, chegam onde o Estado não consegue chegar.

Silvana Rodrigues é engenheira civil, atuou como empresária durante 20 anos na área comercial de sua empresa na liderança e formação de equipes de vendas. Em 2018 participou de uma ação como doadora e foi convidada a conhecer o Hospital, e se encantou com a dedicação dos profissionais que lá atuam, da mesma forma que foi sensibilizada pela carência das pessoas que são atendidas, vendo ali uma oportunidade de exercer a cidadania, atuando de maneira mais abrangente como voluntária. Desde então, faz parte do comitê da AHMI com o planejamento de ações e captação de recursos para a viabilidade dos projetos. Ela acredita que surpreender e fazer a diferença tanto no trabalho, quanto na vida pessoal é importante.

Compartilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn