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MARGS reestreia exposição de longa duração “Acervo em movimento”

 

MARGS reestreia exposição de longa duração “Acervo em movimento”

 

Programa expositivo voltado a exibir o acervo do Museu destaca aquisições recentes, trazendo a público obras que tiveram entrada desde 2019, em diálogo com outras já pertencentes à coleção Exposição que marcou a estreia da atual gestão opera com um modelo de rotatividade das obras expostas, com o objetivo de manter uma renovação frequente e constante do conjunto em exibição Com o retorno de “Acervo em movimento”, o MARGS volta a ter uma mostra de longa duração dedicada à exibição do seu acervo, e de modo permanente nos espaços e na programação do Museu.

 

LISTA DE ARTISTAS (junho de 2021)
Alfredo Nicolaiewsky
Andressa Cantergiani
Burle Marx
Carlos Asp
Carlos Krauz
Carlos Wladimirsky
Claudia Paim
Édouard Manet
Élcio Rossini
Fernando Duval
Gerson Reichert
Guillermo Creus
Hudinilson Júnior
Ilsa Monteiro
J. P. Madeira
Leandro Machado
Lenora de Barros
Manuel de Araújo Porto-Alegre
Maria Tomaselli
Milton Kurtz
Mona Hatoum
Renato Heuser
Romy Pocztaruk
Tomie Ohtake
Vagner Dotto
Vera Chaves Barcellos

 

Texto Curatorial
Por Francisco Dalcol
Diretor-curador do MARGS
Doutor em Teoria, Crítica e História da Arte

 

O Acervo Artístico do MARGS guarda mais de 5 mil obras de arte do século 19 à atualidade, de artistas brasileiros e estrangeiros. Abrange, assim, desde produções regidas pelos modelos
acadêmicos europeus, passando pelas rupturas das manifestações dos modernismos em diferentes geografias, até chegar à pluralidade dos desdobramentos operados pelas práticas artísticas contemporâneas.
“Acervo em movimento” é um programa expositivo concebido para trazer a público esse rico e diversificado acervo, por meio de uma exposição de longa duração que se vale da estratégia de rotatividade do que está exposto.
Assim, obras entram e saem da exposição com o objetivo de manter uma renovação frequente e constante do conjunto em exibição.
As alterações se dão segundo escolhas propostas pela curadoria do Museu e em colaboração com as equipes, que exercitam de modo compartilhado e transversal um mesmo método de organização de uma mostra dedicada a exibir o acervo.
Para que o público acompanhe a dinâmica de substituições das obras, bem como as configurações assumidas pela exposição em suas diferentes fases e momentos, a data de entrada de cada trabalho consta informada em sua etiqueta.
Fundamentado por noções de dispositivo, montagem e display, o modelo de exposição recombinante adotado por “Acervo em movimento” lança mão de um processo curatorial de caráter experimental.
Cada mudança — em parte ou no todo da mostra — opera o que passamos a denominar como “nova virada da exposição”, sendo sempre concebida como uma resposta à configuração anterior, e por vezes até às outras exposições ora em exibição, estabelecendo diálogos com as demais salas e galerias do Museu.
Com a estratégia de rotatividade das obras expostas, as substituições geram recombinações que procuram propor novos diálogos e chaves de compreensão, oferecendo ao público uma exposição sempre viva e dinâmica, que aposta na experiência mais do que nos discursos, e na descoberta mais do que nas verdades.
O interesse é sondar as provisórias relações de vizinhança estabelecidas entre as obras, assim como as tensões das partes com o todo, propondo desdobramentos que intensificam e multiplicam as formas de ver, sentir e reagir.
Parte-se do entendimento de que obras de arte não “falam” apenas por si mesmas, uma vez que seus sentidos são também efeito do que podem produzir no interior dos territórios narrativos e discursivos que uma exposição é capaz de colocar em causa.
Assim, esta exposição pergunta ao visitante: quais relações podem ser feitas entre objetos de diferentes origens, períodos e linguagens?
O convite é que o público constitua os seus caminhos interpretativos, estabelecendo os seus próprios encontros, relações e conexões, os quais sempre envolvem o que já sabemos, a expectativa do que ainda não vislumbramos e o estranhamento transformador da experiência inesperada e arrebatadora.
Ao abrir mão de roteiros predeterminados por categorias e convenções como técnica e estilo, assim como por recortes geográficos e geracionais de procedência e pertencimento, “Acervo em movimento” se alinha às discussões que reavaliam o processo histórico da modernidade artística e sua noção de desenvolvimento linear, cronológico, evolutivo e sucessivo.
Assim, procura-se oferecer um exame crítico de hierarquias, assimetrias e leituras consensuais que reiterariam a construção de um cânone entre as obras do acervo do MARGS, cujo caráter excludente é aqui reavaliado à luz das questões contemporâneas, em favor da exigência de maior compromisso com pluralidade, diversidade, inclusão, representatividade e equidade.
Em sua proposição, “Acervo em movimento” busca mobilizar questões prementes que orientam a visão curatorial e linha de atuação da direção artística do Museu, como a necessidade de se descolonizar narrativas eurocêntricas, dessacralizar a retórica autoritária dos discursos canônicos, tensionar hierarquias preestabelecidas que reiteram os relatos dominantes, e explicitar as presenças e ausências em acervos e exposições.
Como um dos programas expositivos implementados pela atual gestão já em seu início em 2019, “Acervo em movimento” é um projeto de caráter permanente que integra uma política institucional de exibição do acervo do MARGS instituída com o objetivo de explorar estratégias de sua abordagem por meio de processos curatoriais voltados à experimentação de modelos expositivos.

 

SERVIÇO
“Acervo em movimento”
Retorno da exposição de longa duração com rotatividade de obras do acervo do MARGS
Quando: a partir de 08.06.2021
Onde: 2º andar do MARGS (galeria João Fahrion e salas Pedro Weingärtner e Angelo Guido)
Para visitar: o período de visitação é de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso 18h), sempre com entrada gratuita. Desde 01.06.2021, não é mais necessário agendar para visitar o Museu.

O agendamento prévio segue apenas para a visita com mediação, por meio da plataforma Sympla (www.sympla.com.br/produtor/museumargs), com 2 horários para grupos de até 6 pessoas: 11h às 12h e 14h às 15h, de terça-feira a sábado. O MARGS mantém todas as medidas sanitárias e regras de acesso necessárias para garantir uma visita segura e que ofereça uma experiência que possa ser aproveitada da melhor maneira:
– Máximo de 15 visitantes simultâneos (grupos até 6 pessoas)
– Controle de fluxo de entrada
– Uso obrigatório de máscara
– Medição de temperatura
– Respeito à distância de 2m 

 

Preparamos um Guia de Regras para Acesso e Visitação. Acesse aqui: http://www.margs.rs.gov.br/wp-content/uploads/2021/05/Guia-junho-2021.pdf

 

Crédito das fotos: ©Raul Holtz / MARGS

Data

08 jun 2021
Expired!

Tempo

10:00 - 18:00
Categoria

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